A linguagem do planeta bola

Uma parte considerável da população mundial está (novamente) com sua atenção voltada para o grande circo que é a copa do mundo de futebol. Diante de tamanha mobilização, alguns (ingênuos) amantes do esporte bretão se empolgam a ponto de dizer que esse esporte é a grande linguagem universal. Será?!

Passada a euforia do maior evento do planeta, ficarão apenas lembranças; ou, as tristezas daqueles que sem nada ganhar empenharam alegrias e esperanças; ficará também a percepção, com sabor de desilusão, de que o que verdadeiramente ocorreu foi um gigantesco fenômeno econômico através do qual bilhões de dólares mudaram de dono, ignorando os elaborados discursos de investimentos e bem social. Isso é muito pouco para fazer do futebol uma linguagem universal.

        Qualquer linguagem que pretenda a universalidade precisa levar em conta a extraordinária complexidade da existência humana, em suas múltiplas dimensões, e conter o impulso vital de criação e transformação, na busca incessante para prodigalizar o bem comum.

        A música é por certo uma das poucas linguagens cujos efeitos tem demonstrado a inesgotabilidade da centelha divina que a criou, em movimentos maravilhosos de difusão dos melhores sentimentos e emoções; ainda assim, incompleta.

        A única linguagem que permeia toda a história da humanidade, que alcança todas as gerações, que motiva as maiores realizações, e na qual podemos depositar nossas esperanças, é o amor, expressão maior do Deus único, que busca relacionar-se conosco, fazendo de Jesus Cristo a maior iniciativa para alcançar todas as pessoas em todos os cantos deste nosso mundão em forma de bola.

        Sejamos todos instrumentos de Deus na propagação da única linguagem do planeta redondo, e verdadeiramente universal: o amor.

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Sobre o autor
Pr. Wilson Ávilla é pastor na IBNJS e escreve para o blog Crônicas do Nosso Tempo.

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